Confronto no Egito mata pouco mais de 95 pessoas.


1376488327egito_4370x211Ao menos 95 pessoas morreram nesta quarta-feira no Egito depois que as forças de segurança agiram para dispersar um acampamento de manifestantes que exigem a restituição do presidente deposto Mohamed Mursi, e o governo impôs um estado de emergência em meio à crise no mais populoso país árabe.As forças de segurança mataram ao menos 60 pessoas em uma ação durante a madrugada para acabar com um acampamento de seis semanas no Cairo. As tropas abriram fogo contra manifestantes em confrontos que trouxeram o caos a algumas áreas da capital e polarizaram ainda mais a população de 84 milhões de pessoas do Egito, entre aqueles que apoiam Mursi e os milhões que se opuseram ao seu breve governo.A tropa de choque da polícia, usando máscaras de gás, aproximou-se agachada atrás de veículos blindados pelas ruas ao redor da mesquita Rabaa al-Adawiya, no nordeste do Cairo, onde milhares de apoiadores de Mursi mantinham uma vigília.A violência se espalhou para além da capital, chegando às cidades no delta do Nilo de Minya e Assiut e à cidade na costa setentrional de Alexandria. Dezessete pessoas foram mortas na província de Fayoum, ao sul do Cairo. Mais cinco morreram em Suez.O Ministério da Saúde do Egito disse que o total de mortos no país em um dia marcado pela violência era de 95 pessoas. O estado de emergência, que entrou em vigor às 11h (horário de Brasília), tem duração de um mês.Sete horas após a operação inicial, multidões de manifestantes ainda bloqueavam estradas, cantando e agitando bandeiras, enquanto as forças de segurança tentavam impedi-los.

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