Corintianos presos na Bolívia correm risco de vida


D6765BB75912C639E8AF029886780_h498_w598_m2Os 12 torcedores corintianos presos na penitenciária San Pedro, em Oruro, na Bolívia, não foram torturados, mas correm risco de atos de violência dos presos bolivianos. Além disso, a questão virou um problema diplomático entre Brasil e Bolívia. Essas foram as principais conclusões tiradas por integrantes da Comissão de Relações Exteriores do Senado e diplomatas brasileiros que foram até o interior da Bolívia, nesta terça-feira, para avaliar a situação dos corintianos que estão presos desde o dia 21 de fevereiro, acusados de envolvimento na morte do torcedor Kevin Espada, atingido por um sinalizador na partida entre San Jose e Corinthians, pela Libertadores. Já são 34 dias de cárcere.Hoje, os 12 corintianos estão separados dos demais presos. Eles estão divididos em duas celas de uma ala reservada com outros 40 detentos. O maior problema são as condições de higiene. A ala possui um único banheiro, sem chuveiro e privada (há apenas um buraco no chão).De fora da cadeia, os brasileiros recebem comida e água com frequência e têm aparelhos de som. Por causa do uso de celulares, seis deles foram punidos no início do mês e passaram três dias no calabouço – celas apertadas, sem banheiro e iluminação.”Conversei com cada um dos 12 presos abertamente, de maneira objetiva, e eles disseram que não houve tortura. O problema é eles têm medo de se misturarem com os outros presos, estupradores, assassinos e traficantes”, afirmou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da comissão, que esteve em Oruro. “O governo brasileiro precisa subir o tom e encarar essa questão como um problema diplomático. Caso contrário, eles vão ficar aqui (Oruro) para sempre”, disse o parlamentar.

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 O mês de março também foi marcado por protestos da torcida corintiana. Integrantes de uma organizada ocuparam um trecho da Avenida Paulista para pedir, na Embaixada da Bolívia, que os corintianos presos em Oruro fossem libertados.
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Em 12 de março, os corintianos foram julgados e tiveram o pedido de liberdade negado. Com isso, seguiram detidos em Oruro enquanto as investigações sobre a morte do torcedor Kevin Espada não terminassem.



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